domingo, 26 de fevereiro de 2012

Wall painting

Uma das minhas maiores frustrações da infância foi nunca poder desenhar nas paredes do meu quarto. No auge da minha criatividade infantil, eu invejava os quartos americanos cheios de colagens, posters, desenhos e pinturas... depois de adulta decidi que já era hora de 'sujar' aquelas paredes tediosamente... brancas!

Munida apenas de uma caneta posca Preta e um marcador definitivo preto (para traços mais finos) desenhei nada menos que o header deste blog! Rs... fiquei um tempo fazendo rascunhos porque não fazia ideia do que desenhar, então decidi que um desenho pronto do qual eu gostava seria mais do que perfeito.

E foi isso o que saiu:




Detalhes do desenho:





E aí, o que acharam? Ainda preciso apagar os rascunhos feitos a lápis na parede. Para borrar menos estou usando um limpa-tipo.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Is not enough

Algumas coisas que fiz após o curso de Direção de Arte & Diagramação na Belas Artes, que aliás recomendo muito pra qualquer um da área, seja ilustrador, designer, fotógrafo, publicitário... enfim, aprendi bastante coisa, principalmente a saber olhar as coisas de um modo diferente e mais crítico, de não apenas seguir instintos mas saber porque devemos fazer uma coisa e outra.

Bom, eu gostava da parte editorial desde os tempos da Offline, por isso fiz alguns testes:




quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Módulos novos + coleção de mangás

Esse ano meu projeto pra aula de marcenaria foi a construção de módulos que seriam usados como estante! Demorou, mas finalmente consegui terminá-los! E agora até meus mangás tiveram espaço no meu quarto.

Módulos:




Para construir os módulos, utilizei madeira mdf. Cortei os módulos e chanfrei as laterais na serralheria da faculdade. Colei os lados com cola extra forte (cola branca normal). Parece estranho, mas cola branca funciona muito bem, principalmente se for extra forte. Para pintar, usei tinta acrílica branca fosca misturada com pó xadrez líquido. Quanto mais pó xadrez adicionar, mais forte será a cor, mas é bom lembrar que esse pigmento tem tons bem pastel e/ou terrosos. Para desenhar, usei uma caneta Posca preta.


Detalhes:







Estante de módulos:




E agora tem espaço para os mangás:




Ainda assim, só coloquei meus mangás favoritos, porque muitos estou pensando em doar, como a coleção do Fushigi Yugi e outras coleções pequenas e edições aleatórias.

Além disso, minha coleção de fanzines também ficou de fora, com exceção da edição definitiva da Camila (Profecia). A parte boa de ter uma edição definitiva é que ela fica legal em estantes =D




É isso aí, espero que tenham gostado!


sábado, 29 de outubro de 2011

Updating

Acho que devia uma cara decente pra esse blog há um tempo, por isso adicionei um header e mudei um pouco o layout. Quanto ao conteúdo, bem... Eu to preparando um post sobre fotografia, mas ando sem muita idéia do que postar. Talvez eu comece a usar o blog pra postar rascunhos e outros desenhos que não costumo postar em outros lugares, mas ainda não sei. Veremos. Espero que tenham gostado da nova cara do blog =)

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Opinião

Durante um bom tempo eu tenho tido um verdadeiro 'teste de opinião'. Estudar Artes, em particular, não é fácil. É opinião pra todo lado. Não que eu ache isso ruim, mas a boa opinião precisa ser fundada em coisas que fazem sentido. Às vezes, temos opiniões superficiais sobre aquilo que não conhecemos, mas seguimos com essa opinião, porque 'ter uma opinião é melhor do que ter nenhuma'... Mas melhor mesmo do que ter uma opinião é permitir que estas mudem. Isso não quer dizer que você seja volátil, ou que acredite piamente no que os outros dizem. Isso só quer dizer que você não está fechado num universo que originalmente está em constante movimento. A movimentação de idéias e opiniões é o que move o mundo (parece meio óbvio), principalmente o mundo das Humanidades, tão subjetivo em sua essência.

Também achei que era uma coisa boa ser uma 'pessoa de opiniões fortes', mas isso presupõe tantos valores e conhecimentos que na verdade eu ainda não tinha. A melhor coisa que fiz foi permitir-me adentrar em outros universos e discussões, e tanta coisa mudou. Se eu não estiver preparada para as diversidades de opiniões, de contextos e de leituras, como poderei me dizer uma arte-educadora?

Eu vivo nessa eterna metáfora, tudo o que eu faço é através e pela arte. Ainda tenho dificuldade de associar por completo todas as questões referentes a ela. Talvez não seja possível. Talvez ninguém ainda tenha conseguido. Nós possuímos referências baseadas em pesquisas, mas sempre estamos no limiar do 'talvez'. Isso me incomoda a maior parte do tempo, mas preciso aceitar estas pequenas mudanças, e entender que a teoria muitas vezes é diferente da prática, e que não existe nada no mundo que substitua a experiência. Temos 20 anos e achamos que possuímos opinião. Talvez sim, talvez não. Eu prefiro dizer que ando pelo mundo de forma mutante.

Eu sei que você, leitor, tem uma opinião sobre a opinião, ou talvez mude seus conceitos sobre isso.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Modelo Vivo II

Fui a mais uma oficina de modelo vivo, desta vez munida de nanquim, então usei umas aguadas.




Desta vez achei as poses um pouco "duras" demais, preferi as poses da outra vez, que realmente foram bem bonitas! Ah, e a tinta permite um gesto mais rápido, por isso achei mais de 6 minutos tempo demais pra ficar em um desenho, a não ser que fizesse algo mais detalhado, como o último desenho da direita, que é do rosto do modelo. Ele tem um rosto bem estruturado, por isso é interessante de desenhar.

É issso por enquanto... ainda estou pensando em que materiais levar pra próxima vez. Alguma sugestão?

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Peripécias escolares

Esse ano me adentrei no mundo da educação, uma vez que minhas aulas de licenciatura na faculdade também começaram. Sempre tive interesse nessa área, sempre gostei de ensinar, de 'partilhar conhecimentos', mas mais do que isso, sempre acreditei que essa era uma fase essencial na vida das pessoas e sempre fora levada de forma leviana por governos e escolas, ou que acontecia de forma impensada e desgovernada.

As coisas na minha cabeça precisam fazer algum sentido. Talvez seja por isso que fui impelida à licenciatura, apesar de já conhecer a 'realidade dos professores no Brasil', afinal, meu pai é professor da rede pública. Mas esse assunto vem depois. O que estava dizendo é que a maioria das matérias na escola são 'jogadas' para os alunos, sem nenhuma contextualização, ou sem algum indicativo do 'porquê' dele estar aprendendo aquilo. São tantas coisas desconexas na mente de uma criança, que fica muito claro o desinteresse dela pela escola. Claro que existem outros motivos, mais particulares, mas essa é uma história que se repete há sei lá quantos anos sem encontrar uma solução eficiente. Também não acho válida aquela mesma desculpa "os alunos não são mais como antigamente", porque é o que contam nossos pais e avós, e eles vivam na época em que a autoridade era imposta através do medo. Isso não quer dizer que aquelas crianças aprendiam mais ou menos que as de hoje. Apenas quer dizer que o trabalho do professor era menos árduo, porque sinceramente, ser professor hoje requer muita paciência e força de vontade.

Tenho acompanhado algumas salas numa escola pública, de quinta a oitava série, e sinceramente, eu chego a ter dó dos professores. Assisto apenas aulas de artes, mas é uma tristeza, me faz pensar que a teoria é TÃO diferente da prática. Bagunça, desinteresse, desrespeito. Já viu aquele filme "Entre os muros da escola"? A realidade apresentada é tão parecida com a do Brasil, que me causou espanto, isso porque o filme é francês e se passa na França.

Então eu, estudante de licenciatura em artes, cheia de ideais educacionais, sou confrontada com essa realidade, completamente desestimulante e me faz pensar que talvez a teoria esteja fadada a continuar na teoria, pelo menos no âmbito público da educação. Em escolas construtivistas, por outro lado, não se segue a linha "a jato para o vestibular" mas há a preocupação com a formação do indivíduo como cidadão, inserção em projetos culturais, enfim, uma linha bem bacana de educação (aliás, a escola em que estudei tinha essa linha mais construtivista, o que contrasta bastante com esse estágio que estou fazendo, a realidade é bem outra). Mas talvez seja só mais uma ilusão minha, de que tudo poderá mudar. Eu aqui, cheia de planos e idéias sem saber se será possível colocar em prática...

Não acho que este seja meu foco na vida, afinal, tenho coisas que considero mais interessantes fazer do que dar aulas, mas tudo o que aprendi nas aulas de licenciatura também serve como base pra nossa própria compreensão desse mecanismo de aprendizado. É algo elucidativo, que nos faz pensar em COMO estudar ou como construimos o conhecimento.